Morte de idosa gera indenização de R$ 100 mil para a família

Uma tragédia se desenrolou na cidade de Barra Velha. Uma idosa, aos 78 anos de idade, foi vítima de um diagnóstico equivocado no Pronto-Socorro Público local.

Ela deu entrada no hospital queixando-se de dores na nuca, estômago e cabeça, falta de ar e tonturas. No entanto, recebeu um diagnóstico de labirintite, foi medicada e liberada.

Infelizmente, os sintomas persistiram, levando-a de volta à unidade de saúde no mesmo dia, mas seu estado de saúde piorou rapidamente, culminando em sua morte por arritmia cardíaca.

Indenização para a família pela morte da idosa

Diante da perda trágica e evitável de sua mãe, as filhas da vítima ingressaram com ação contra o Município.

Na ação, alegaram que a morte poderia ter sido evitada se o atendimento médico adequado tivesse sido prestado desde o início.

O Município alegou em sua defesa que o atendimento foi adequado e que a paciente foi liberada somente após afirmar que estava se sentindo melhor.

No entanto, perícia judicial revelou uma história diferente.

Perícia confirma a culpa do Município por morte de idosa

De acordo com o perito judicial, houve falha no atendimento médico.

A ausência de exames adequados e o preenchimento incorreto do prontuário médico foram identificados como fatores que contribuíram para o trágico desfecho.

A conclusão da perícia foi clara: houve negligência, imprudência e imperícia, que resultaram em um diagnóstico tardio e no agravamento do estado de saúde da paciente.

Morte de idosa gera indenização de R$ 100 mil para a família

Analisando os fatos, o juízo competente pela ação enfatizou a omissão do profissional médico e destacou que, mesmo que o atendimento adequado tivesse sido prestado, a vítima poderia ter falecido.

A sentença registrou ainda que a omissão estatal atrasou o tratamento, contribuindo para o agravamento do quadro e elevando as chances de óbito.

O Município foi condenado a reparar o dano causado à família da vítima pagando uma indenização no valor de R$ 100 mil.

Cabe recurso da decisão. (Autos n. 0301292-61.2015.8.24.0006).

Fonte: TJSC

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