Extravio de bagagem e dano moral a surfista

Justiça da Capital condena companhia aérea a indenizar um surfista em R$ 10 mil, por dano moral, em virtude de extravio de bagagem – pranchas de surf que utilizaria em competição.

Extravio de bagagem e dano moral a surfista

O autor comprou passagem de avião para participar de uma competição no Estado do Ceará, porém foi surpreendido ao saber que suas pranchas de surfe haviam se extraviado na viagem.

Em razão do extravio, o autor não pode treinar antes do campeonato, não podendo se ambientar ao mar local, com prejuízo na disputa ao ficar privado de seu instrumento pessoal.

Em sua defesa, a compania aérea alegou que a bagagem do autor foi devolvida oito horas após sua chegada a Fortaleza, antes do campeonato.

Com base em provas documentais e testemunhais, o autor demonstrou os fatos, sobretudo, com depoimento de surfista profissional que esteve na competição, convencendo o juízo quanto aos incômodos e dano amargado:

O testigo confirmou que o autor não chegou ao local do evento com sua aparelhagem profissional (pranchas) e que este fator o prejudicou, assim como prejudicaria a qualquer atleta que estivesse na mesma situação. A ré, de outro prisma, apesar de ter alegado que as pranchas chegaram ao local horas depois do desembarque do requerente, e que ele, desse modo, não teria sido prejudicado, nada trouxe para comprovar sua tese ou para atestar qualquer excludente de sua responsabilidade.

Sentença Autos n. 5083684-19.2020.8.24.0023

O dano moral foi reconhecido em consideração ao transtorno e desconforto que foram causados ao autor.  Ao valor serão acrescidos juros e correção monetária.

Cabe recurso ao Tribunal de Justiça.

Fonte: TJSC

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Crédito da imagem em destaque Imagem de Kireyonok_Yuliya no Freepik

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